September 2010
cheira-me que fp vai-me dar a volta à cabeça
(…)
isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.
de que cor será sentir?
(…)
carta de fernando pessoa a mário de sá-carneiro
A poesia nunca perderá sentido graças a Fernando Pessoa. A sua personalidade sempre reflectiu a eloquência e excepcionalidade que figuram nas suas composições poéticas. Quando falamos de Pessoa, não falamos de uma simples pessoa, falamos de um fingidor que se entrega às palavras com um amor muito próprio, que sempre tocará todos os fingidores e todos os fingidos.
sejam bem-vindos a fernando...
tira a mão do queixo, não penses mais nisso o que lá vai já deu o que tinha a dar quem ganhou, ganhou e usou-se disso quem perdeu há-de ter mais cartas para dar e enquanto alguns fazem figura outros sucumbem à batota chega aonde tu quiseres mas goza bem a tua rota enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar enquanto houver estrada para andar enquanto houver ventos e mar a...
odeio-te
eu odeio-te. só agora, por que é no agora que eu vivo. e agora, eu odeio-te. és senhora do teu nariz, e não o achas. nem sequer na ponta dele me deixas sentar. estás sempre a espirrar, apenas para me evaporares, uma e mais uma vez. tenho a certeza que, no teu carro, terei de vir para trás. preencher mais um banco só para este não se sentir tão sozinho. os que vierem mais, independentemente de...